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Cavalhadas mobilizou 17 mil pessoas em Poconé

Cavalhadas mobilizou 17 mil pessoas em Poconé
DÉBORA INÁCIO

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Da história e cultura do século 12 da Europa para os dias atuais em Poconé (100 km de Cuiabá), município de entrada para o Pantanal mato-grossense. A Cavalhada 2009 atraiu neste domingo (07.06), um público de 17 mil pessoas na cidade. O evento aconteceu no CCR - Clube Cidade Rosa. A cavalhada é uma tradição que acontece a mais de 141 anos, e é realizado sempre na primeira semana de junho durante a festa de São Benedito.

A cavalhada é uma das mais expressivas manifestações culturais do Estado. Durante a festa Cavalos e cavalheiros ornamentados disputaram a rainha, que fica sobre a guarda do festeiro. O total de cavalheiros participantes são 24, 12 do exército Mouro, e 12 do exército Cristão, e mais um auxiliar para cada cavalheiro nomeado de “Pajem”. Para 2009, Rafaela Rondon, foi a rainha da Cavalhada.

A festa teve início às 8 horas, com a entrada do exército Mouro com vermelho, e do exército Cristão cor azul, depois com a entrada da rainha, e dos mantenedores ( pessoas que mandam no exército), em seguida do embaixador, depois as bandeiras do Divino Espírito Santo e de São Benedito, que foram entregues aos festeiros Marilde Barros, rainha da festa de São Benedito, e Gonçalo de Magalhães rei da festa de são Benedito.

Então começou o grande espetáculo. O desfile dos exércitos mouro e cristão com direito a hinos para cada um deles. Todos os participantes aguardavam o momento em que a rainha moura é roubada pelo exército Cristão e o castelo é incendiado. Logo após o castelo ser queimado, inicia-se então as competições, este ano foram 37 competições, 22 na parte da manhã, e 15 na parte da tarde, entre mouros e cristãos, que no final sempre termina com a vitória dos cristãos.

Mas este ano, os festeiros fizeram algumas inovações, uma delas foi quanto ao resultado da Cavalhada, que foi definido de acordo com quem levasse mais vitórias nas provas. O exército dos Mouros foram os vitoriosos de 2009, no final, os Mouros fizeram a rendição de uma bandeira branca no centro da arena, e foi declarado a paz entre os dois exércitos. O evento recebe o incentivo do Fundo Estadual de Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura.

A HISTÓRIA DA CAVALHADA

O espetáculo da Cavalhada chegou ao Estado em 1769 e se fixou em Poconé como um ato de louvor aos santos padroeiros. De 1956 a 1990 a Cavalhada ficou esquecida, porém voltou a cena em 1991.

O palco de torneios medievais acirrados em arenas da Espanha, França e Portugal, ganharam destaque no Brasil, por meio da tradição e cultura mato-grossense.

Cavaleiros e pajens com vestimentas e adereços riquíssimos posicionam-se nos seus cavalos que, com singular adorno, enfeitam-se de plumas, fitas e guisos. Em seguida adentram na arena travando lutas ao som do repique da "caixa", um peculiar instrumento de percussão, compassado ao trote dos cavalos e ao tilintar dos guisos.

A rainha moura, inicialmente, centraliza o ato com seu rapto praticado pelos cristãos, numa espécie de simulação do rapto de Helena de Tróia. Os grupos participantes são dois, sendo que cada um deles tem 12 integrantes.